Balé de Nova Iorque tem uma estrela NEGRA brasileira


A bailarina Ingrid Silva, 28 anos, nasceu em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro, e se tornou uma estrela no Dance Theatre of Harlem, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, por conta de um projeto social que mudou sua vida.
Sua história inspiradora para qualquer pessoa que tenha um sonho para realizar começa no projeto "Dançando para não dançar", em que fazia aulas de ballet, ainda criança.

Hoje, ela é a primeira bailarina da companhia norte-americana e, graças a sua habilidade técnica, se tornou referência para muitos jovens dançarinos ao redor do mundo.

História de Ingrid Silva: bailarina negra nos EUA


"Sapatilhas de ponta são rosa. Mas, eu pinto a minha, pra ela ficar da cor da minha pele", escreveu na legenda de uma de suas fotos no Instagram, onde é seguida por mais de 73 mil fãs e compartilha seu dia a dia de ensaios e apresentações.

Ingrid tem a qualidade técnica que vemos em muitas apresentações de balé: pernas altas, impulso, leveza. Entre tantas outras características, Ingrid também é negra, e faz parte de um mundo onde os corpos (de baile, inclusive) são majoritariamente brancos.






Mais do que um exemplo de "chegar no topo", entretanto, a história de Ingrid tem muito a nos ensinar sobre duas palavrinhas que se tornam cada vez mais comuns em nosso vocabulário: representatividade e empoderamento.

Em entrevistas sobre a carreira, ela conta que a experiência em Harlem é muito especial nesse sentido.

Por ser uma companhia que recebe talentos de diferentes nacionalidades, os bailarinos são incentivados a usarem sapatilhas e meias-calças que se assemelhem ao seu tom de pele - afinal, o mundo do balé não precisa ser, necessariamente, "cor-de-rosa".


"Mas, graças a Deus, mesmo com este padrão eu sempre fui muito segura de mim mesma. Sempre tive as habilidades necessárias para ballet, óbvio que você tem que trabalhar duro, mas faz parte", contou em entrevista ao VIX.


Início da carreiraA história de Ingrid Silva começou no projeto social "Dançando para não dançar", quando a bailarina tinha 8 anos, na comunidade da Mangueira. No início, ela fazia aulas de natação, mas sua mãe acabou apostando - sem saber que estava muito certa - no talento de Ingrid na dança.


"Aos 8 anos, minha mãe me levou pra fazer uma audição no projeto. Eu tenho certeza que naquele momento eu não sabia a importância que a dança teria na minha vida".

Com o incentivo da professora Teresa Aguilar e "de outras professoras maravilhosas" que também entraram no caminho de Ingrid, ela foi se aprimorando, perdendo a timidez, conquistando o palco.

Aos 18 anos, sua vida começou a mudar. Uma bailarina da escola de Harlem a assistiu fazendo aula e sugeriu que ela enviasse um vídeo para tentar fazer parte da companhia. "Passei e fui escolhida entre 200 pessoas. Hoje, sou a primeira bailarina da companhia".

Conquistas
A mudança na vida de Ingrid veio de muita dedicação. A bailarina trabalha hoje na companhia de Harlem e mantém uma rotina de aulas e ensaios de coreografias variadas, do neoclássico ao contemporâneo.


Todo seu talento e determinação são cada vez mais reconhecidos: ela foi a primeira brasileira negra a sair na capa da revista norte-americana especializada em balé, a Pointe Magazine.


E, para incentivar meninas talentosas na dança como ela, Ingrid ainda faz parte do projeto filantrópico "Brown Girls Do Ballet", que apoia a inclusão de crianças negras no balé e a diversidade na arte.
Fonte : VIX
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