Peça sobre Candeia estreia no Teatro Oficina em outubro



Ínicio: 21:00, Quinta, 26 de Outubro de 2017
Término: 21:00, Quinta, 09 de Novembro de 2017
Local: Rua Jaceguai, 520 Bela Vista - Centro São Paulo - SP


A vida e a obra de Candeia, um dos maiores compositores da música brasileira, são retratadas no musical "É Samba na Veia, É Candeia". A estreia acontece na quarta-feira, dia 18 de outubro, às 21h, no Teatro Oficina Uzyna Uzona. O musical fica em cartaz até o dia 9 de novembro. As exibições acontecem às quartas e quintas-feiras, sempre às 21h. Os ingressos custam R$40 e R$20 (meia-entrada).

Com direção geral de Leonardo Karasek, produção executiva e artística de Rita Teles e texto de Eduardo Rieche, “É Samba na veia, é Candeia” conta a trajetória de Antônio Candeia Filho, mais conhecido como Candeia, um popular sambista portelense.


Frequentador das rodas de samba e choro organizadas por seu pai, flautista, amigo de ícones como Paulo da Portela e grande apreciador da música, Candeia começou cedo no samba. Ao longo do tempo, aprendeu a tocar violão, cavaquinho e a jogar capoeira. A cultura afro-brasileira penetrava em sua vida de uma forma especial, forjando aos poucos um líder de resistência.

Aos 18 anos, compôs com Altair Prego o seu primeiro enredo, destinado à Portela. No desfile daquele ano, em 1953, a escola obteve pela primeira vez a nota máxima em todos os quesitos do desfile.

Embora tivesse o pé no samba, fundando inclusive o grupo Mensageiros do Samba, Candeia também era policial - carreira que lhe custou o movimento das pernas, paralisadas após levar um tiro na espinha.


"Pintura sem arte", "Peso dos anos" e "Eterna paz" são alguns exemplos de suas composições que retratavam a sua dor depois do acidente. A paralisia mudou sua vida, levando-o a reclusão. Contudo, o amor verdadeiro à música e a insistência dos amigos foram mais fortes. Conectado às suas raizes, Candeia renasceu crítico como nunca.

Em 1975, funda a Escola de Samba Quilombo com a intenção de fugir dos padrões que as escolas vinham assumindo e de criar uma expressão autêntica do samba. Para Candeia, o gênero havia se tornado um mero coadjuvante dos desfiles em vista dos novos valores que regiam o Carnaval.

O sambista até chegou a documentar seu descontentamento com a Portela, sua escola de coração, em uma carta na qual sugeria mudanças. Abominava que a cultura da escola de samba fosse colocada em segundo plano em detrimento dos chamados "carnavalescos" - artistas de telenovelas, artistas plásticos, cenógrafos, coreógrafos e figurinistas profissionais. Por isso, segundo ele, fez de sua nova escola o que um dia a Portela tinha sido.

Considerado um dos maiores sambistas do Brasil, Candeia será lembrado pela utilização do samba como instrumento resistência cultural da população negra do subúrbio carioca e a sua maneira singular de compor sobre os amores, sem perder a possibilidade de contestar males sociais como o racismo e a discriminação social.
Opinião da Preta : Vale a pena conferir !

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