Divulgadas nove cartas de amor escritas por Barack Obama. E não eram para Michelle


Foram tornadas públicas nove cartas enviadas por Barack Obama à namorada dos tempos da faculdade, Alexandra McNear. Os registos permitem tirar conclusões sobre os anos de formação e as esperanças relativamente ao futuro do ex-presidente dos Estados Unidos.

Era ainda um jovem igual aos outros quando Barack Obama, que se tornaria presidente da maior potência mundial, se questionava, em 30 páginas que escreveu à namorada da altura, sobre o seu lugar no mundo e a sua identidade racial.

Nos registos, agora tornados públicos, Obama lamentava a sua incompatibilidade com a então namorada, Alexandra McNear, aluna de uma faculdade da Califórnia frequentada por Obama antes de se mudar para a Universidade Columbia.

As cartas “mais líricas e poéticas” serão úteis aos investigadores, que pretendem esboçar a imagem de Obama como estudante de faculdade e recém-formado, revelaram os mesmos. “Elas contam a jornada de um jovem que está à procura de um significado ou de uma direção na vida”, disse Rosemary Magee, diretora da Rose Library.

As cartas foram enviadas entre 1982 e 1984, época em que Barack Obama frequentava a Universidade Columbia, em Nova Iorque. Foram escritas com uma letra cuidadosa e com “Dear Alex” (em português, “Querida Alex”) destacado no topo da página.

“Eu penso em ti com frequência, embora esteja confuso em relação aos meus sentimentos”, pode ler-se numa das cartas. “Parece que nós sempre queremos o que não podemos ter; é isso que nos une; é isso que nos separa”, escrevia na altura, quando o relacionamento estava perto do fim, segundo desvenda Andra Gillispie, professora da Universidade Emory.

O certo é que o namoro acabou por não vingar, mas as inseguranças do jovem Obama sobre o seu futuro caíram em saco roto, pois havia de se tornar num dos homens mais influentes do mundo, casado há mais de 30 anos com Michelle Obama.




O material será agora arquivado na Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos, que conta que já tinha as cartas na sua posse desde 2014, apesar de só agora poder torná-las públicas.

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