Pranchas e chapinhas causam danos à estrutura capilar

Testes foram realizados em cabelos caucasiano, oriental, afro e brasileiro – este último com o pior resultado

Estudo revela os danos que secadores e pranchas de modelar causam aos cabelos e testa alguns produtos disponíveis no mercado que oferecem proteção aos fios. 



O  cabelo afro é o mais sensível às altas temperaturas, mas os prejuízos causados por estes dispositivos térmicos atingem todos os tipos de cabelos, principalmente os que passaram pelos processos de descoloração e de tingimento, que tornam os fios mais fragilizados, porosos e sem uniformidade. 

A pesquisa foi realizada na USP, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e no Instituto de Química (IQ), e incluiu diferentes etnias – caucasiana, oriental, africana e brasileira.

Segundo a pesquisadora Cibele Rosana Ribeiro de Castro Lima, a etnia sempre foi um fator importante na determinação de formulações para produtos de beleza. 

Cada grupo étnico possui características específicas (elasticidade, resistência e brilho). O cabelo afro, por exemplo, é o mais frágil de todos devido à sua conformação ser muito ondulada, ter baixa umidade natural e distribuição irregular da oleosidade sobre a fibra.

Por ter uma estrutura mais delicada, o fio afro teve menor resistência às altas temperaturas. A desnaturação (perda estrutural das proteínas) aconteceu a uma temperatura em torno de 223ºC, enquanto que nas outras amostras as proteínas se desnaturaram em torno de 236ºC. Acima de 250º C, os danos foram irreversíveis para todos os tipos de cabelos. Segundo a pesquisadora, o calor em excesso aumenta a porosidade dos fios, danifica a cutícula (parte mais externa) e, em seguida, o córtex (estrutura interna). O estrago é diretamente proporcional ao grau da temperatura ou tempo de permanência da prancha em contato com os cabelos. “O calor desnatura a queratina helicoidal, que é a proteína que confere resistência e elasticidade aos cabelos”, reforça.

A tese Caracterização físico-química e analítica de fibras capilares e ingredientes cosméticos para proteção foi defendida pela pesquisadora Cibele Rosana Ribeiro de Castro Lima, sob orientação do professor Jivaldo do Rosário Matos, do Instituto de Química (IQ) da USP.

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