Filha de pai negro, Ana Hikari, de 'Malhação', já vivenciou o racismo de perto

Abordaram meu pai na rua quando eu era pequena e perguntaram onde ele tinha pego a criança', relata atriz de 22 anos


Se na novela "Malhação - Viva a Diferença" o preconceito é sentido de perto por Tina, personagem de Ana Hikari, por ser descendente de orientais e namorar um motoboy negro, papel de Juan Paiva, na vida real não é muito diferente. 

Em recente entrevista, a atriz conta que também já passou por episódios parecidos. 

"Já presenciei o racismo sofrido por meu pai, que é negro, em diversos momentos. Chegaram a abordá-lo na rua quando eu era pequena e perguntaram onde ele tinha pego a criança", lembra ela. O ator que faz par da adolescente na novela também já relatou ter sentido na pele com o mesmo problema fora da TV.

ASSUNTO FOI ABORDADO EM CASA: 'EMPATIA E REFLEXÃO'

A atriz conta que quando criança não entendia direito o que acontecia quando presenciava situações constrangedoras como a relatada durante a entrevista. "Na época, eu achava que era uma brincadeira. Mas mesmo que fosse, não era legal esse tipo de atitude discriminatória", avalia. Para que pudesse passar por tudo isso de forma leve, ela conta que o assunto costumava ser abordado em casa. "Meu pai sempre falou comigo sobre esse assunto de maneira delicada e aberta para despertar em mim uma empatia e reflexão, principalmente através da arte.

 Ele me apresentou grupos de arte e movimento negro que me ajudaram a entender poeticamente o quão ruim era esse tipo de preconceito", explica.

PAI É INSPIRAÇÃO PARA CARREIRA DE ATRIZ: 'MUITA GARRA'

Ana diz que seguir pela arte foi natural na sua vida. "Sempre convivi com o meio das artes por influência dos meus pais. Hoje, com meu primeiro papel na TV e como uma das protagonistas em um dos maiores produtos para jovens da emissora, é um grande prazer e tenho focado 100%. Pretendo continuar na TV e mostrar cada vez mais o meu trabalho", conta a atriz, que estudou Artes Cênicas na Universidade de São Paulo (USP) e se diz muito inspirada pelo pai a seguir na carreira. "Ele conseguiu construir a vida com muita garra. Optar pela carreira artística é uma escolha muito difícil, ainda mais com os recursos escassos que temos para cultura no nosso país, infelizmente", lamenta.

Opinião da Preta: Conviver com as diferenças, é essencial para construção de  uma sociedade plural.

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