“Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, vai virar minissérie da Rede Globo



“Uma das coisas que consegui conversar com eles (a Globo) foi de ter uma equipe feminina e negra, e isso tem”, conta a escritora


O premiado livro “Um Defeito de Cor”, da escritora Ana Maria Gonçalves, vai virar minissérie da Rede Globo. O romance, publicado em 2006, é fruto de longa pesquisa acerca da sociedade brasileira escravista do século XIX.

Foto: Divulgação
Um defeito de cor é narrado por Kehinde, que até os oito anos de idade vivia em Savalu, África. Após a morte da mãe e do irmão, ela, junto da avó e de Taiwo, sua irmã gêmea, viajam sem rumo e chegam a Uidá. Nessa cidade, as três são capturadas e jogadas em um navio negreiro com destino ao Brasil. Ao fim da viagem, Kehinde é a única sobrevivente da família.

Após longa jornada de idas e vindas, derrotas e vitórias, Kehinde, já velha, conta a sua história, que se confunde com grandes épicos da literatura universal.

Sobre a adaptação para a TV, a autora conta: “Vai sair em 2020. Conversei com a Maria Camargo [roteirista], não quero acompanhar, não tenho desapego o suficiente. Uma das coisas que consegui conversar com eles foi de ter uma equipe feminina e negra, e isso tem. Temos dois homens negros, uma mulher negra e mais um homem e duas mulheres brancas”, se orgulha. A produção conta ainda com consultoria de Nei Lopes e pesquisa de Eduarda Azevedo.

PERFIL

Ana Maria Gonçalves nasceu em Ibiá (MG) em 1970. Trabalhou com publicidade até 2001, quando se mudou para Ilha de Itaparica e escreveu “Ao lado e à margem do que sentes por mim” e “Um defeito de cor” (Editora Record), ganhador do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007). Já publicou em Portugal, Itália e nos EUA, onde ministrou cursos e palestras sobre relações raciais e fez residência em universidades como Tulane, Stanford e Middlebury. Mora em São Paulo, onde escreve também para teatro, cinema e televisão

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