Alcione revela, em show no Rio, a vontade de gravar disco com sambas de Benito Di Paula

Alcione canta o samba 'Do jeito que a vida quer', de Benito Di Paula, em show no Rio — Foto: Mauro Ferreira / G1

Embora Alcione esteja prestes a entrar em estúdio, em abril, para gravar álbum com músicas inéditas, a cantora acalenta outro projeto fonográfico. A Marrom tem vontade de fazer um disco somente com o repertório do cantor, compositor e pianista fluminense Benito Di Paula.


Frequentador assíduo das paradas musicais ao longo dos anos 1970, década em que Alcione foi lançada como "A voz do samba", Benito foi muito criticado no auge da carreira por fazer samba de suingue calcado no piano – característica que o tornaria anos depois uma espécie de precursor do pagode feito na década de 1990 por grupos como Raça Negra.


Com o passar do tempo, o valor do cancioneiro de Benito tem sido reavaliado, até porque os sambas do compositor continuam na boca do povo.


Alcione é fã dos sambas de Benito Di Paula e cantou um deles, Do jeito que a vida quer (1976), no show que apresentou na noite de sexta-feira, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), para celebrar os 85 anos do Teatro Rival, fundado em 22 de março de 1934. Antes de cantar o samba, a cantora revelou publicamente a intenção de fazer um disco com a obra de Benito Di Paula.


Nessa versão remodelada do show Eu sou a Marrom, cujo flexível roteiro nada tem a ver com o repertório do show homônimo que a cantora estreou em dezembro de 2017, Alcione está cantando músicas como Trocando em miúdos (Francis Hime e Chico Buarque, 1977), Enredo do meu samba (Ivone Lara e Jorge Aragão, 1984), À flor da pele(Maurício Tapajós, Paulo César Pinheiro e Clara Nunes, 1977) – música buarquiana que a Marrom gravou há 20 anos no álbum Claridade(1999), feito em saudação à cantora Clara Nunes (1942 – 1983) – e Quero sim (Darcy da Mangueira e Leci Brandão, 1973).


Após o parabéns cantado para o Teatro Rival, com direito a bolo de aniversário levado ao palco, o show de Alcione foi encerrado com o canto do samba-enredo História pra ninar gente grande (Tomaz Miranda, Deivid Domênico, Mama, Márcio Bola, Ronie Oliveira, Danilo Firmino e Manu da Cuíca, 2018), com o qual a Mangueira desfilou e se sagrou Campeã no Carnaval carioca neste ano de 2019.

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