Modernas e com aparência mais próxima ao de cabelo natural, perucas fazem as cabeças das mulheres

É só escolher a sua e arrasar

Dizem por aí que cabelo é a moldura do rosto. Imagina poder mudar sempre que quiser? Algumas famosas como as cantoras Beyoncé e Rihanna são adeptas das laces wigs, termo em inglês para perucas em que a fibra é presa em uma tela. Brasileiras, como a também cantora Ludmilla, também estão redescobrindo as peças. Uma delas é a jornalista Maíra Azevedo, mais conhecida como Tia Má, colaboradora do programa Encontro, da TV Globo, e dona de um perfil com mais de 70 mil seguidores no Instagram (@tiamaoficial). Ela tem um cabelo para cada ocasião. “Comecei a usar quando decidi não alisar mais. Com elas eu mudo o visual a hora que quero sem precisar de química”, comenta.


Uso perucas para lacrar. E lacrar pra mim é uma necessidade fisiológica", comenta Maíra Azevedo, a ‘Tia Má’, que tem mais de 30 perucas em seu acervo. “Tenho lisa, curta, longa, ruiva, black, é maravilhoso.” (Foto: Divulgação)
Maíra é dona de mais de 30 perucas. “Tem lisa, curta, longa, ruiva, black, é maravilhoso”, afirma. Ela conta que as laces também ajudam no processo de aceitação do cabelo crespo. “Por conta dela, a gente não precisa alisar nem usar processo químico”, opina.


A blogueira Roberta Ormenzinda concorda com Maíra. “Elas são ótimas aliadas para quem está passando por transição capilar ou quer um cabelo diferente sem se submeter a químicas ou descolorações”, comenta. Ela é criadora do blog Mundo Lace Wig (mundolacewig.com.br), em que mostra variedade de peças e ensina a usar e cuidar das perucas.

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"(As perucas) são ótimas aliadas para quem quer um cabelo diferente sem se submeter a químicas ou descolorações", afirma Roberta Ormenzinda, criadora do blog Mundo Lace Wig, que dá dicas a meninas que querem abusar das laces (Foto: Divulgação)

Negócio em crescimento
A baiana Nany Sales, que mora nos Estados Unidos, tem um site que vende as peças. Para ela, aqui no Brasil ainda há preconceito com quem usa perucas. “Acredito que isso se deve ao fato de que elas não são tão naturais”, conta. A empresária acha que isso pode mudar com as laces. “Hoje o acesso é mais fácil e está fazendo o preconceito diminuir”, pontua a criadora do @perucasbabadeiras no Instagram e da loja online cherryimports.com.br.

Necessidade virou paixão

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"Adoro entrar em casa loira e sair morena ou passar pelas pessoas de cabelo curtinho e depois longo", diz Rejane Torres sobre como se sente usando as laces. “Vou continuar a usar, mesmo com o cabelo crescendo.” (Foto: Acervo Pessoal)

Rejane diz que não tem problema com as peças e consegue até mesmo ir à praia usando perucas. “Basta apertar mais um pouco.” Dona de 15, já teve quase o dobro e doou parte de seu acervo a outras pacientes com câncer. A empresária faz questão de pontuar: “Vou continuar a usar, mesmo com meu cabelo crescendo”.

Conhecendo mais...
Material
Perucas podem ser feitas de fibra sintética ou cabelo humano. As primeiras conseguem suportar calor até 200 graus Celsius. Dá para usar secador e prancha. Segundo Roberta, a maioria das que são feitas de cabelo usam fios indianos. Mas o mercado tem começado a apreciar fios brasileros, mongolanos, peruanos e chineses.

Pentear
Pode ser com os dedos ou usando uma escova raquete.

Guardar
Em saco plástico, caixa de papel ou suporte para perucas.

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Numa volta pelo Orixás Center, centro de compras com quase 30 lojas especializadas em cabelo, a modelo Caroline Alcântara experimentou mudar o visual com perucas (Fotos: Angeluci Figueiredo/CORREIO)


Como cuidar

Para manter a peruca, Roberta dá uns toques. Ela diz que o mercado internacional oferece sprays, xampus e cremes próprios para o acessório. “No Brasil, esses produtos ainda não são comuns. O que existe são junções de cremes, amaciante de roupas e glicerina, feitas pelas usuárias”, conta. Para lavar, pode-se usar xampu sem sal infantil ou neutro. “Borrifar água com condicionador, pentear e lavar para remover a mistura é um ótimo aliado para recuperar o brilho dos fios sintéticos. Creme hidratante para a pele com secador auxilia na durabilidade”, pontua.

Como colocar
A recomendação de Roberta é fazer o processo em frente a um espelho. “Coloque a cabeça para frente, pegue na área próxima às costeletas e vista a peruca. Nesse momento pode ser que a área frontal oculte parte de sua testa. Levante a cabeça e endireite a peruca”.

Onde comprar
Em Salvador, o Orixás Center tem um grande número de lojas que vendem o acessório, apliques e cabelos para confecção. Algumas também compram cabelos. A maior delas é a Via de Cabelo, do comerciante Raimundo Freitas, que tem peças com tamanhos, cores e texturas diversas, além de modelos de cabelo humano e fibra sintética. Também dá para comprar pela internet, em sites como lojamundolacewig.com, wigsinbrazil.net, blackwigbrasil.com.br, crownwigs.com.br, tresscabelos.com.br, missprettyhair.com.br e

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(Fotos: Angeluci Figueiredo/CORREIO)


De todo o tipo

Peruca comumÉ a mais simples, não tem pentes para ajustar nem tela, os fios não são colocados um a um na rede. São mais baratas, custam entre R$ 100 e R$ 500.

Full lace wig
Tem tela de tule em toda extensão, que deve ter cor semelhante à pele da pessoa que usa. Os fios são tecidos um a um, garantindo naturalidade. Custam, geralmente, a partir de R$ 900. Pode ser colada na cabeça com uma cola especial ou costurada no cabelo.

Lace wigs
Termo usado para definir qualquer peruca com tela de tule frontal e o restante feito como peruca comum. Se dividem em dois tipos a depender da extensão da tela: a lace front wig e a half wig.

Lace front wig
A tela é frontal, de orelha a orelha, e o resto é uma peruca tradicional, com aberturas para ventilação do cabelo natural. Permite ajeitar os fios para o lado que quiser. Custam entre
R$ 250 e R$ 600.

Half Wig

É uma peruca pela metade. Não possui franja. Nesse modelo, o cabelo natural da pessoa que está usado se mistura com as fibras no penteado. O ideal é que o cabelo da frente esconda o começo da half wig. Não é indicada para quem não tem cabelo. Com a partir de R$ 250 dá para comprar uma.
Fonte  Correiro
Agradecimentos: Caroline Alcântara (modelo) e às lojas Via de Cabelo e Kaki Hair

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