Tony Tornado estreia em ‘Carcereiros’ e fala sobre os 87 anos: ‘O humor me faz parecer mais jovem’



A série “Carcereiros” chega nesta quinta-feira à Globo com dramas eletrizantes de uma cadeia ficcional, mas que poderia ser da vida real. E entre os agentes está Valdir (Tony Tornado), que, apesar da tensão do ofício, destaca-se pelo bom humor e pela positividade. O intérprete confessa que vê semelhanças entre criador e criatura, inclusive no que diz respeito a ideologias: espécie de conselheiro dos encarceradaos, o personagem acredita na reinserção deles na sociedade.

— Valdir se tornou uma pessoa mais paciente com o tempo. Tudo que aconteceu em minha vida também só me fortaleceu. Passei por histórias difíceis, mas outras muito boas — afirma.



Tony, no entanto, já sentiu na pele o drama de estar atrás das grades. Também cantor, ele venceu o Festival da Canção (1970) com “BR-3”, música mal interpretada pelos militares.


 Fui preso pela ditadura numa apresentação de Elis Regina porque subi ao palco com punhos cerrados — lembra ele, que, também nos anos 70, foi vítima de preconceito por ser casado com a atriz Arlete Salles: — As pessoas não estavam preparadas para ver um negro com uma loira. Por isso, reafirmo que o movimento (negro) é muito importante. Temos que colocar nosso brilho para fora e não abaixar a cabeça.




A novela mais recente de Tony foi “Amor eterno amor”, de 2012. Desde então, fez graça no “Zorra total” e no “Zorra” nos últimos anos e uma pequena participação em “A fórmula” (2017). Aos 87 anos, o ator se divide atualmente entre Rio e São Paulo (onde mora) por conta da profissão e afirma que não há lado ruim de envelhecer.

— Tudo é consequência da vida — diz, entregando sua fórmula da juventude: — O humor me faz parecer mais jovem.

O peso da idade, no entanto, não o atrapalha no dia a dia.

— Decoro texto, gravo... Não posso dizer que não fico cansado, mas, se eu parar com tudo isso, aí é que vou envelhecer. A coisa que eu mais quero é chegar aos 90 anos com saúde — planeja o veterano, que, avesso a entrevistas, falou com o EXTRA por e-mail: — Uso celular e mando mensagem. Não sou especialista em tecnologia, conto com a gentileza alheia.
Fonte: Extra

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