“Vou te bater, seu macaco”. Garçom acusa homem de racismo

No começo desta semana, um caso de injúria racial chamou atenção dos moradores de Andradina.




Um homem identificado como Gustavo de Assis Amadeu da Cruz foi acusado de ter chamado um garçom de macaco e ameaçado de agredi-lo. Rogério de Lemos Souza chamou a polícia e prestou depoimento na Delegacia Seccional. Uma testemunha confirmou o fato.

O caso aconteceu num posto de combustíveis na rodovia Euclides de Oliveira Figueiredo, mais conhecida como rodovia Integração.

Durante o recolhimento dos depoimentos, Assis Galdino da Cruz, pai do acusado, aproximou-se da testemunha do caso e o ameaçou de morte, segundo pessoas que estavam no local. Os policiais viram a cena e prenderam o homem em flagrante. Foi também feito uma ocorrência contra o senhor Assis.

O delegado determinou que a fiança para que o pai do acusado de injúria racial fosse liberado foi de R$ 1 mil. Assis pagou e acabou sendo solto. Gustavo também vai responder ao processo por injúria racial em liberdade. Quem acompanhou o caso ficou indignado.

Vale ressaltar que o crime de injúria racial se aplica quando uma pessoa ofende uma pessoa utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. Já racismo é implica conduta discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade e, geralmente, refere-se a crimes mais amplos como, por exemplo, a proibição de um negro entrar num determinado local.

Pai e filho terão que ficar à disposição da Justiça, enquanto respondem ao processo.

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