Salgueiro faz tributo às mulheres negras




Acadêmicos do Salgueiro fez um tributo às mulheres negras, cantando as "Senhoras do ventre do mundo" nesta madrugada de terça-feira (13).


Em busca de seu décimo título, após nove anos sem vencer, a escola da Zona Norte buscou inspiração em um enredo que homenageou Xica da Silva, há 55 anos.





Os músicos da bateria vieram como faraós negros, com os rostos pintados de tinta preta e acompanhados de perto pela rainha Viviane Araújo, como Hatshepsut, uma rainha-faraó do antigo Egito
Os 3600 componentes das 34 alas representaram guerreiras, revolucionárias, mucamas, mães, artistas e escritoras negras, como Auta de Souza, Carolina de Jesus e Maria Firmina
O sexto e último carro apresentou uma versão negra da famosa Pietá de Michelangelo em uma crítica às mães brasileiras que perderam seus filhos com a violência urbana.


A comissão de frente mostrou um ritual sagrado, com cinco yabás, entidades que representam fertilidade, e dez mulheres recebendo a "bênção da maternidade". A coreografia buscou inspiração em danças tradicionais africanas como muwogola, chakacha e pat pat.


Apenas com tons de vermelho, o carro abre-alas levou o nome de "Éden Africano", simbolizando a Eva Africana e a África como base para todas as civilizações.


O vermelho, cor da escola, dominou todo desfile, com destaque para o terceiro carro, que parecia estar "pegando fogo".


O quarto carro convidou para uma viagem até o Pelourinho, em Salvador, em um passado distante. Entre postes e próximos de um chafariz, passistas sambaram vestidos de vendedores de frutas, de quitutes, de ervas e de especiarias.







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