95% das vítimas de homicídio em Pernambuco são pardas ou negras



Estudo da Secretaria de Defesa Social (SDS) comprova a desigualdade, principalmente racial, entre as mortes violentas registradas em Pernambuco. Em 2017, de cada 100 homicídios, 95 vítimas foram de cor parda ou negra. O per×l é bastante semelhante: são homens, com idades acima de 18 anos e que vivem na periferia. Entre as motivações, prevalece o envolvimento com a criminalidade ou conØitos na comunidade.

No ano passado, foram registrados 5.427 homicídios no Estado. (http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/rondajc/2018/01/16/homicidios-empernambuco-aumentaram-39-na-gestao-de-paulo-camara/) Desse total, 5.017 vítimas tinham a pele parda – o que representa 92%. Somente 4% foram homens e mulheres de cor branca. Um dado curioso: 33 corpos encontrados pela polícia não tiveram a cor da pele informada. As estatísticas foram obtidas pelo Ronda JC por meio da lei de acesso à informação.




Quase 10% das vítimas tem menos de 18 anos
O levantamento da SDS aponta ainda que quase 10% das vítimas de mortes violentas tem idade inferior a 18 anos. No total, 509 homicídios de crianças e adolescentes, de ambos os sexos, foram contabilizados em 2017 no Estado. A maioria são moradores de comunidades pobres, com idades entre 14 e 17 anos, que são cooptados para a criminalidade, principalmente para o trá×co de drogas. Mas também foram registrados casos de vítimas de bala perdida. Entre eles, o de Sthefanny Vitória da Silva, de


Mas também foram registrados casos de vítimas de bala perdida. Entre eles, o de Sthefanny Vitória da Silva, de apenas 2 anos. A menina foi atingida durante uma troca de tiros entre criminosos e policiais militares. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. (http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/policia/noticia/2017/08/05/crianca-de-2-anos-vitima-de-bala-perdida-e-enterrada-nestesabado-299498.php) O caso aconteceu na UR-10, no Ibura, em Jaboatão dos Guararapes, em agosto do ano passado.





Mais de 300 mulheres mortas

Do total de homicídios registrados, 6% foram do sexo feminino. Segundo a SDS, 316 mulheres foram mortas de forma violenta. Entre as principais motivações desse tipo de crime, estão o envolvimento na criminalidade (trá×co de drogas) e os feminicídios.

Os assassinatos da ×sioterapeuta Tássia Mirella Sena, em Boa Viagem, (http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/rondajc/2017/12/19/justica-negarecurso-e-acusado-de-matar-×sioterapeuta-vai-a-juri-popular/) na Zona Sul do Recife, e o da estudante de pedagogia Remís Costa (http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/rondajc/2018/01/22/acusado-de-assassinar-estudante-remis-costa-vira-reu/), na Caxangá, Zona Oeste, foram dois crimes que chocaram a sociedade em 2017 e chamaram a atenção para a necessidade de mais empenho da polícia e da Justiça e também de investimentos em políticas públicas para combater os feminicídios. Ambos os acusados seguem presos, mas ainda não foram julgados.



Comentários