Elza Soares: “Ainda me choca o racismo nos dias atuais”

Elza Soares é uma mulher de fibra. Com uma história de luta contra o preconceito, consagrou-se como um das maiores intérpretes da música mundial.




 Pouco mais de um mês após completar seus 80 anos, a cantora ainda vibra por testemunhar cada conquista de espaço pelas minorias. 


No Dia Nacional da Mulher Negra, comemorado na ultima terça-feira (25), a artista, que fez show na cidade em 26 de agosto, reconheceu que ainda há muito a se fazer para a sonhada igualdade de oportunidades.

“Enfrentei muito o preconceito. Fui a primeira negra a cantar em boates onde negros não tinham acesso, o meu canto me ajudou a me posicionar e me colocar em um lugar onde podia brigar por igualdade”, lembra.

A persistência da cantora, que já foi faxineira e empregada doméstica, foi a solução que a levou para chegar ao topo da carreira. “Não sei fazer outra coisa além de cantar… sei cozinhar, mas não posso assumir a cozinha por conta do meu problema de coluna… É no palco que sou feliz”, diz.

A disposição para enfrentar os desafios? “Eu tenho muita fé. Quando as coisas não estão do jeito que eu gostaria, paro e respiro e penso que tudo passa. As coisas boas passam, as ruins, também”, orienta.

Elza lembra os vários preconceitos que sofreu em sua caminhada, mas não se amargura com as lembranças. “Ainda fico chocada com inúmeros casos de racismos praticados nos dias atuais. Isso só reforça que ainda temos muito o que brigar”, enfatiza.
Enquanto tiver alguém para me escutar, vou gritar para ver se consigo fazer algo por alguém que precisa, seja Mulher, negro, gay… qualquer ser humano“
Elza Soares

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