“Pretos Fedem” é o recadinho deixado na parede da UniRio

Mensagens racistas deixadas nas paredes do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), na última terça-feira, causaram revolta tanto na instituição quanto nas redes sociais.


Os autores escreveram ofensas como “pretos fedem” e a sigla “KKK”, referente à organização americana Ku Klux Klan, que prega a supremacia branca em relação aos negros.


Após o episódio, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição publicou uma nota de repúdio ao ato criminoso em um post no Facebook, nesta sexta-feira.



“O racismo no Brasil ocorre desde a época da escravidão e é caracterizado por lei como crime inafiançável. Todos os dias o povo negro é brutalmente exterminado e esquecido. Não podemos tornar este caso uma mera estatística”, diz um trecho do comunicado.

Um aviso assinado pela direção da Escola de Teatro um dia após o ato criminoso, colado ao lado dos escritos ofensivos, orienta os passantes a não interferir na pichação racista, pois o caso está sob investigação. O grupo também se manifestou na rede social afirmando que “a prática de racismo é inaceitável e sempre será firmemente combatida por esta instituição através de meios legais”.

No mesmo dia, um professor do Departamento de Ensino do Teatro da UniRio, em nome também de outros nove docentes, fez um post dizendo que não podem “se calar diante da onda conservadora em curso não só no Brasil como no mundo, bem como dos constantes ataques perpetrados à liberdade e dignidade dos cidadãos brasileiros”. E pede providências administrativas e legais sobre o ocorrido.

Também revoltada com a ofensa, uma estudante de Biblioteconomia da instituição afirmou que este não é o primeiro caso de racismo na UniRio, sendo o terceiro registrado em menos de dois meses, segundo a integrante do Coletivo Negro Luísa Mahin.

Também revoltada com a ofensa, uma estudante de Biblioteconomia da instituição afirmou que este não é o primeiro caso de racismo na UniRio, sendo o terceiro registrado em menos de dois meses, segundo a integrante do Coletivo Negro Luísa Mahin.
 Fonte: O Globo

Opinião da Preta: a luta contra o racismo é grande...sigamos lutando, até porque os racistas, não passarão.



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