Alexandre Rosa Moreno estréia Comédia musical “A Cuíca do Laurindo"



Alexandre Rosa Moreno (48) , ator , apresentador, cantor, compositor e produtor.

Marcou presença em várias novelas, passando por várias emissoras: Rede Globo, Manchete, Record Canal Futura e Bandeirantes.

O ator tem importantes prêmios em sua carreira, destacamos :

Kikito de ouro, no Festival de Cinema de Gramado.

Melhor ator no Filme Radio Favela, uma onda no ar (2002) Prêmio Cesgranrio de Teatro,

Melhor ator em musical, pelo espetáculo A Cuíca do Laurindo(2016).



Alexandre Moreno traz de volta a Malandragem carioca , com o espetáculo musical “A Cuíca do Laurindo", no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, depois de turnê pelo Estado do Rio, com novo cenário de José Dias e em versão amadurecida, mais enxuta. A temporada segue até 30 de julho, de quinta a sábado, às 19h, e aos domingos, às 17h.



A volta do espetáculo conta com outra novidade: todas as sextas-feiras (exceto a da estreia), o elenco receberá convidados especiais, para canjas ao final do espetáculo. O grupo, então, seguirá em cortejo de bloco carnavalesco até a rua. “A Praça Tiradentes é assunto recorrente na peça já que mulher de Laurindo, Zizica Tupynambá, é ex-atriz de teatro musicado, integrante da Companhia Negra de Revistas. Então, é muito emblemático fazermos o espetáculo no templo do teatro de revistas, o Carlos Gomes”, celebra Alzuguir.


Com direção de Sidnei Cruz e direção musical de Luis Barcelos, a peça retrata o Rio de Janeiro dos 1940 e tem como pano de fundo o cotidiano da fictícia Lira do Amor, pequena escola de samba do morro da Mangueira criada por Alzuguir. A produção é mais uma realização da produtora carioca Marraio Cultural, que Rodrigo e Carol Miranda, sua mulher, criaram para realizar projetos focados na cultura e na história do Rio de Janeiro.

Durante a extensa pesquisa que resultaria na premiada biografia Wilson Baptista – O samba foi sua glória (Casa da Palavra, 2013), Alzuguir se deparou com um personagem recorrente em várias composições de Wilson Baptista: Laurindo. “Esse Laurindo é o mesmo que está em Triste cuíca e outros compositores, como Herivelto Martins, também fizeram sambas sobre ele. Compor músicas contando histórias de Laurindo virou uma brincadeira para um grupo de sambistas daquela geração dos anos 40”, destaca o autor.

Formado por atores e cantores, o elenco reúne Alexandre Rosa Moreno como Laurindo, além de Vilma Melo (Zizica), Claudia Ventura (Conceição), o próprio Rodrigo Alzuguir (Zé), Hugo Germano (Tião), Nina Wirtti (Guiomar) e o cantor e compositor Marcos Sacramento, destaque no papel de Dodô, braço-direito de Laurindo, citado em Desperta, Dodô, samba de Herivelto Martins. Os sete personagens foram extraídos de samba do período. Acompanhados de cinco músicos, o elenco canta e interpreta ao vivo cerca de 40 canções (lista completa no final do texto) de autores como Herivelto Martins, Wilson Baptista e Noel Rosa, entre outros – encadeadas e tratadas musicalmente de forma a ressaltar o caráter narrativo dessas músicas como condutoras da ação dramática.



Ao mesclar realidade e ficção para contar a história do cuiqueiro, o autor resgata uma fase importante da cultura carioca: os seminais anos 1930 e 40, quando surgiram as primeiras escolas de samba, derivadas dos antigos blocos, e os desfiles que aconteciam na Praça Onze. Inseridas na dramaturgia, as músicas traçam a trajetória de Laurindo, de líder da escola de samba Lira do Amor de Mangueira, passando pelo triângulo amoroso com Zizica e Conceição e a luta contra os nazistas, até a sua volta ao morro como herói de guerra.

Além dos sambas que narram as aventuras do Cabo Laurindo – como Triste cuíca (Noel Rosa), Laurindo (Herivelto Martins) e Comício em Mangueira (Wilson Baptista e Germano Augusto) – estão presentes composições do mesmo período que dialogam com a trajetória do personagem – a exemplo de Praça Onze (Vão acabar com a Praça Onze/Não vai haver mais escola de samba, não vai…) e Ave Maria no morro (Barracão de zinco/ Sem telhado, sem pintura/ Lá no morro/ Barracão é bangalô).

Na direção cênica, Sidnei Cruz procurou estabelecer “uma heterogeneidade de tratamentos narrativos”. “O espetáculo movimenta-se por desvios ao redor de certas tradições, como revista, chanchada, melodrama, roda, burleta, folguedo, opereta, cabaré e rádio. Assim é nosso teatro de samba”, explica o diretor.

O mérito de Alzuguir foi criar uma trama divertida e sofisticada ao redor desses sambas – num entrelaçamento tão preciso que essa coleção de músicas parece ter sido composta sob medida para o texto, escrito mais de setenta anos depois. “A riqueza de detalhes, a criatividade e a pesquisa preciosa de Rodrigo são trunfos do espetáculo”, destaca o cantor Marcos Sacramento. 


SERVIÇO

Espetáculo: A cuíca do Laurindo

Temporada: 16 de junho a 30 de julho de 2017

Dias e horários: Quinta a sábado, às 19h, e domingo, às 17h.

Local: Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/nº – Centro)

Capacidade: 760 lugares

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: Comédia musical

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Duração: 105 minutos

Informações: (21) 2215-0556

Fanpage do espetáculo | https://www.facebook.com/acuicadolaurindo/

Opinião da Preta: Vale a pena conferir,a atuação de Alexandre Rosa Moreno, que na minha opinião é um dos atores mais talentosos de sua geração.






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