A cantora Vanessa Jackson, lamenta preconceito: ‘Me dão mais valor fora do país’




Vanessa Jackson não esconde o passado. Quinze anos após vencer a primeira edição do “Fama”, na Globo, a cantora insiste em ressaltar a importância do programa para a carreira artística: “Foi aquilo que me fez ser reconhecida”, insiste, aos 35 anos. Nas ruas, regularmente é lembrada pelo reality. Ela gosta, apesar de ainda sentir um preconceito generalizado, no meio profissional, contra sua origem na TV. Não à toa, a paulistana é mais requisitada para shows na Europa.

" Me dão muito mais valor lá fora do que aqui no Brasil, infelizmente. Tenho um público bacana no Japão, nos Estados Unidos e na África. Quando a música é elitizada, como é o meu caso, isso acontece. Foi-se o tempo em que a gente ouvia música boa nas rádios daqui" opina Vanessa.

Na próxima segunda (12/06), no Teatro Santander, em São Paulo (veja o serviço abaixo), ela abre a temporada mundial do espetáculo “Black divas”, em que canta clássicos de ícones negras, como Ella Fitzgerald, Nina Simone, Tina Turner, Beyoncé e Rihanna. No segundo semestre, a artista ainda lança um CD de composições autorais inéditas, coisa que não faz há 12 anos.

"Sou muito preguiçosa! Recebi convites para discos, mas sou muito chata. Tem que estar tudo do meu jeito, com a minha cara. Nos dois últimos CDs, não pude escolher a forma como eu queria. Fiquei desiludida. Agora, vai ter ser tudo da minha forma",sentencia, ressaltando o gosto por bossa nova:" Minha ideia é fazer uma fusão entre as músicas brasileira e internacional".




Precursora da onda mais recente de realities musicais na TV, a cantora faz questão de acompanhar os nomes lançados por produções como “The voice Brasil” e “Ídolos”. Mas fica revoltada com o baixo reconhecimento de ex-participantes de realities no mercado.
Cadê a menina que ganhou o último “The voice Brasil”? Era uma menina de 16 anos linda, que canta muito. Já era para ela estar com música estourada na rádio! — exalta-se: — O preconceito aqui no Brasil é muito grande. As pessoas acham que calouro não tem valor. Cade o Renato Vianna? Já foram investidos R$ 1 milhão no menino. E nada até agora! Cadê Ellen Oléria? Cadê Sam Alves? Cadê Dom Paulinho? Cadê Bigode Grosso? Esses programas são um celeiro maravilhoso de músicos, mas as pessoas não têm valor nenhum.


A afirmação da própria origem, ela repete, é uma forma de resistência:

— Não tem nexo, para mim, fugir da categoria ex-“Fama”. É contraditório dizer que não quero ser lembrada pelo programa. Quero sim! Com o maior prazer, faria tudo de novo — responde Vanessa, que já trabalhou com backing vocal dos grupos Art Popular e Soweto.

Serviço do show "Black Divas"

Teatro Santander: Shopping JK Iguatemi. Av. Pres. Juscelino Kubitschek 2.041, Itaim Bibi, São Paulo — 4003-1022. Seg (12/06), às 21h. R$ 70 (frisa balcão), R$ 110 (frisa plateia), R$ 140 (balcão), R$ 200 (plateia superior), R$ 220 (plateia vip). Livre.
Opinião da Preta : Vanessa é  realmente uma "Diva"...canta muito, muito talento. 



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